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Relato da falecida ex-Paquita Patrícia do programa da XUXA!

16 jun

Texto conta o drama de uma ex-Paquita do programa da Xuxa que, depois de se envolver com álcool e drogas, acaba falecendo com AIDS depois de deixar um aviso aos jovens. Mas será que essa história é real?

A carta apareceu em 2012 na web, mas é bem mais antiga do que isso. Encontramos versões dessa mesma história em postagens de 2003! O que chama a atenção no texto dramático é que Patrícia, a ex-Paquita ainda teve coragem e forças para ditar tudo o que queria para mostrar pelo que passou nessa vida e ajudar a conscientizar os jovens.

O Relato da Paquita é verdadeiro ou farsa? O Relato da Paquita é verdadeiro ou farsa? (foto que circula pela web junto com o texto)

Mas a dúvida que fica é:

Será que isso é verdadeiro ou farsa?

O texto apresenta várias das características que já mencionamos várias vezes aqui no E-farsas:

Cita nomes de pessoas que não existemApela para o lado emocional do leitorPede para ser repassado para outras pessoasÉ meio confuso e contraditórioTrata de um assunto que interessa muita genteDá a impressão de ter acontecido há pouco tempo

Não encontramos nenhuma evidencia de que, de fato, tenha existido uma Paquita com o nome de Patrícia. Seria muito mais fácil se soubéssemos seu nome completo…

Um ex-Paquita passando por dificuldades seria um prato cheio para esse monte de jornais e programas sensacionalistas que adorariam explorar esse tipo de história, não acham? No entanto, não encontramos nenhuma notícia que confirme o que diz nessa carta. Apenas, é claro, os sites e blogs que copiaram o texto.

Talvez, ela tenha sido finalista, mas não ganhou. Como saber?

O Xuper Blog mostra em uma postagem de 2009 a foto de uma Patrícia, que (segundo eles) não ganhou o concurso para Paquita. Caso isso seja verdade (e se a moça tivesse ganhado), a menina seria uma das duas únicas morenas do grupo até então.

Outro detalhe que precisa ser verificado no texto é que a moça, aos 13 anos, foi uma das finalistas em um concurso para novas Paquitas do programa da Xuxa. O programa da Rainha dos Baixinhos teve Paquitas (um tipo de ajudante de palco que dançava e cantava) dos anos de 1984 a 2002. Se a moça participou desse concurso, deve ter sido antes de 2002.

Aliás, a total falta de dados no texto dá margem a várias falhas na cronologia dos fatos ocorridos com essa moça. Não dá para saber a idade da ex-Paquita! Algumas versões dessa corrente afirmam que ela morreu com 17 anos, em 2004. Em outras, nenhuma idade é mencionada. Dessa forma fica mais fácil engolirmos a história.

Suponha que a moça tenha morrido com 17 anos em 2012, vítima da AIDS. Em 2004, ela foi à Oktoberfest. Estava com 9 anos. Portanto, quando ela teria participado do concurso no Xou da Xuxa, aos 13 anos quando o programa da TV Globo já não tinha mais Paquitas (o Xou da Xuxa teve Paquitas até 2002 e a moça estaria com 13 anos somente em 2008, 6 anos após o término das Paquitas).

O autor do texto, sem dúvida, tinha a intenção de se aproximar dos jovens e isso fica bem evidente nessa corrente. Algumas gírias foram inseridas para dar um ar jovial ao texto. Algumas gírias nem são usadas mais, o que pode significar que o texto não é novo (e não é mesmo, visto que encontramos versões bem anteriores dele).

O Relato da Paquita é verdadeiro ou farsa?

Há poucas semanas, essa história falsa da ex-Paquita começou a se espalhar novamente pelo Facebook junto com uma foto – que seria supostamente de Patrícia antes de ficar doente –, no entanto, essa mesma imagem aparece em vários outros sites e blogs afirmando que o nome da moça é outro (ou outros). Em um site em espanhol (Como Aumentar El Busto Ya), por exemplo, uma moça chamada María Ignácia usa a foto como sendo sua.

Em outro site sobre beleza e estética (Anallia), a mesma foto é usada para ilustrar uma matéria.

No Facebook, a usuária Anke Grunwald também usa essa imagem como sua foto pessoal.

História falsa! Não existe nenhuma ex-Paquita chamada Patrícia que tenha morrido com AIDS. É fato que as drogas estão presentes entre os jovens brasileiros e que toda campanha de conscientização é bem-vinda. No entanto, é preciso usar a cabeça para tentar alertar as pessoas quanto ao perigo das drogas e do álcool. Usar de mensagens falsas e repassá-las não vai ajudar em nada.

Relato da EX-PAQUITA PATRÍCIA do programa da XUXA Leia, não apague. Meu nome é Patrícia, e encontro-me no momento quase sem forças, mas pedi para a enfermeira Dane minha amiga escrever esta carta que será endereçada aos jovens de todo o Brasil, antes que seja tarde demais: Eu era uma jovem ‘sarada’, criada em uma excelente família de classe média alta Florianópolis. Meu pai é Engenheiro Eletrônico de uma grande estatal e procurou sempre para mim e para meus dois irmãos dar tudo de bom e o que tem e melhor,inclusive liberdade que eu nunca soube aproveitar. Aos 13 anos participei e ganhei um concurso para modelo e manequim para a Agência Kasting e fui até o final do concurso que selecionou as novas Paquitas do programa da Xuxa. Fui também selecionada para fazer um Book na Agência Elite em São Paulo. Sempre me destaquei pela minha beleza física, chamava a atenção por onde passava. Estudava no melhor colégio de ‘Floripa’, Coração de Jesus. Tinha todos os garotos do colégio aos meus pés. Nos finais de semana freqüentava shopping, praias, cinema, curtia com minhas amigas tudo o que a vida tinha de melhor a oferecer às pessoas saradas, física e mentalmente. Porém, como a vida nos prega algumas peças, o meu destino começou a mudar em outubro de 2004. Fui com uma turma de amigos para a OKTOBERFEST em Blumenau. Os meus pais confiavam em mim e me liberaram sem mais apego. Em Blumenau, achei tudo legal, fizemos um esquenta no ‘Bude’, famoso barzinho na Rua XV. À noite fomos ao ‘PROEB’ e no ‘Pavilhão Galego’ tinha um show maneiro da Banda Cavalinho Branco. Aquela movimentação de gente era “trimaneira”. Eu já tinha experimentado algumas bebidas, tomava escondido da minha mãe o Licor Amarula, mas nunca tinha ficado bêbada. Na quinta feira, primeiro dia e OKTOBER, tomei o meu primeiro porre de CHOPP. Que sensação legal curti a noite inteira ‘doidona’, beijei uns 10 carinhas, inclusive minhas amigas colocavam o CHOPP numa mamadeira misturado com guaraná para enganar os ‘meganha’, porque menor não podia beber; mas a gente bebeu a noite inteira e os otários’ não percebiam. Lá pelas 4h da manhã, fui levada ao Posto Médico, quase em coma alcoólico, numa maca dos Bombeiros.. Deram-me umas injeções de glicose para melhorar. Quando fui ao apartamento quase ‘vomitei as tripas’, mas o meu grito de liberdade estava dado. No dia seguinte aquela dor de cabeça horrível, um mal estar daqueles como tensão pré-menstrual. No sábado conhecemos uma galera de S. Paulo, que alugaram um ap’ no mesmo prédio. Nem imaginava que naquele dia eu estava sendo apresentada ao meu futuro assassino. Bebi um pouco no sábado, a festa não estava legal, mas lá pelas 5:30 h da manhã fomos ao ‘ap’ dos garotos para curtir o restante da noite. Rolou de tudo e fui apresentada ao famoso baseado ‘Cigarro de Maconha’, que me ofereceram. No começo resisti, mas chamaram a gente de ‘Catarina careta’, mexeram com nossos brios e acabamos experimentando. Fiquei com uma sensação esquisita, de baixo astral, mas no dia seguinte antes de ir embora experimentei novamente. O garoto mais velho da turma o ‘Marcos’, fazia carreirinho e cheirava um pó branco que descobri ser cocaína. Ofereceram-me,mas não tive coragem naquele dia. Retornamos a ‘Floripa’ mas percebi que alguma coisa tinha mudado, eu sentia a necessidade de buscar novas experiências, e não demorou muito para eu novamente deparar-me com meu assassino ‘DRUGS’. Aos poucos, meus melhores amigos foram se afastando quando comecei a me envolver com uma galera da pesada, e sem perceber, eu já era uma dependente química, a partir do momento que a droga começou a fazer parte do meu cotidiano. Fiz viagens alucinantes, fumei maconha misturada com esterco de cavalo, experimentei cocaína misturada com um monte de porcaria. Eu e a galera descobrimos que misturando cocaína com sangue o efeito dela ficava mais forte, e aos poucos não compartilhávamos a seringa e sim, o sangue que cada um cedia para diluir o pó. No início a minha mesada cobria os meus custos com as malditas, porque a galera repartia e o preço era acessível. Comecei a comprar a ‘branca’ a R$ 10,00 o grama, mas não demorou muito para conseguir somente a R$ 20,00 a boa, e eu precisava no minimo 5 doses diárias. Saía na sexta-feira e retornava aos domingos com meus ‘novos amigos’. Às vezes a gente conseguia o ‘extasy’, dançávamos nos ‘Points’ a noite inteira e depois… farra! O meu comportamento tinha mudado em casa, meus pais perceberam, mas no início eu disfarçava e dizia que eles não tinham nada a ver com a minha vida… Comecei a roubar em casa pequenas coisas para vender ou trocar por drogas… Aos poucos o dinheiro foi faltando e para conseguir grana fazia programas com uns velhos que pagavam bem. Sentia nojo de vender o meu corpo, mas era necessário para conseguir dinheiro. Aos poucos toda a minha família foi se desestruturando. Fui internada diversas vezes em Clínicas de Recuperação. Meus pais, sempre com muito amor, gastavam fortunas para tentar reverter o quadro. Quando eu saía da Clínica agüentava alguns dias, mas logo estava me picando novamente. Abandonei tudo: escola, bons amigos e família. Em dezembro de 2007 a minha sentença de morte foi decretada; descobri que havia contraído o vírus da AIDS, não sei se me picando, ou através de relações sexuais muitas vezes sem camisinha. Devo ter passado o vírus a um montão de gente, porque os homens pagavam mais para transar sem camisinha. Aos poucos os meus valores, que só agora reconheço, foram acabando, família, amigos, pais, religião, Deus, até Deus, tudo me parecia ridículo. Meu pai e minha mãe fizeram tudo, por isso nunca vou deixar de amá-los. Eles me deram o bem mais precioso que é a vida e eu a joguei pelo ralo. Estou internada, com 24 kg, horrível, não quero receber visitas porque não podem me ver assim, não sei até quando sobrevivo, mas do fundo do coração peço aos jovens que não entrem nessa viagem maluca… Você com certeza vai se arrepender assim como eu, mas percebo que é tarde demais pra mim. OBS.: Patrícia encontrava-se internada no Hospital Universitário de Florianópolis e a enfermeira Danelise, que cuidava de Patrícia, veio a comunicar que Patrícia veio a falecer 14 horas mais tarde depois que escreveram essa carta, de parada cardíaca respiratória em conseqüência da AIDS. Por favor, repassem esta carta. Este era o último desejo de Patrícia. POR FAVOR AMIGOS, PEÇO-LHES ENCARECIDAMENTE QUE ENVIEM ESSA CARTA A TODOS…SE ELA CHEGOU A SUA MÃO NÃO É POR ACASO! SIGNIFICA QUE VOCÊ FOI ESCOLHIDO PARA AJUDAR ALGUÉM!!!

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Publicado por em 16 de junho de 2012 em Tecnologia

 

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